quarta-feira, 18 de junho de 2008

Toca a campainha, corro para a porta na esperança de te ver...
Mil pensamentos passam pela minha cabeça enquanto vou do sofá à porta.
O que diria se fosses tu?
Iria chorar ou sorrir?
Gritar ou ficar muda?
Finalmente olho pelo óculo da porta e qual não é o meu espanto ao ver-te ali parado, pálido, á espera da minha reacção.
Abro a porto e deixo-me cair no teu abraço.
Nesse momento uma lágrima rola no meu rosto e só pára no teu ombro.
E ficamos ali, sem pensar em mais nada, como se o mundo tivesse parado para nos ver brilhar.
A chuva começa a cair mas eu não te quero soltar.
Levanto a cabeça e olho-te nos olhos. Mesmo com a cara molhada pela chuva posso ver que descobriste o sabor das tuas lágrimas.
Sem saber o que dizer beijo-te e tu beijas-me de volta!
Arrasto-te para dentro como que a pedir que nunca mais partas...
Pensei que nunca mais te via, digo-te eu ainda a gaguejar.
Estou aqui agora, sussurras-me ao 
ouvido enquanto me apertas no teu peito.
É então que percebo que este momento não vai durar muito tempo!
Agora? E depois? Vais voltar a deixar-me?
Não vou aguentar despedir-me de ti uma segunda vez (e tu sabes disso).
Ali sentados no Hall de entrada o tempo passa a correr sem que tenha tempo para te dizer tudo o que me vai na alma..
Anoitece, peço-te que passes a noite comigo.
Tu nunca dirias que não, sabes que eu não ia aceitar um não como resposta.
Vamos até o quarto, matamos o desejo que nos consome. Fazemos deste momento perfeito, único!
Depois de prometeres que nunca ninguém me apagará da tua memória adormeces-me com o teu calor.
Nunca me senti tão bem, tão protegida. 
Não me deixes nunca, suplico-te!
Tu finges estar a dormir para não teres que me mentir. E eu sei que vou acordar com um tremor de frio e uma sensação horrível de ter perdido o norte. Mesmo assim deixo-me dormir...

Acordo com o gosto salgado das tuas lágrimas e com um beijo.
Não! Não vás!
Mas chegou a hora, ambos sabemos isso.
Não me dizes adeus! É uma palavra muito forte, adeus é para sempre e seria então admitir que o nosso momento não se vai repetir.
Olhando sempre em frente, diriges-te para a porta.
Abraço-me ás tuas pernas impedindo que dês mais um paço!
Olhas-me, levantas-me, e dás-me um ultimo beijo, tão intenso como se fosse o primeiro.
Soltas-me e vais embora, e eu fico ali, caída no chão, até que não fique nem uma lágrima por chorar.
Do fim da rua gritas AMO-TE! , sem nunca olhar para trás.

3 comentários:

Anónimo disse...

(eu tb sei...*)

R disse...

=)
Deu para transformar as palavras numa cena de filme. Parabéns

f@ disse...

É bonito mas triste...
Com o "Verão na pele" calor volta com tudo de bom... mto bem escrito
Se me de dás licença levo para as nuvens o teu link.
Obrigado por ires às nuvens e bj