terça-feira, 30 de setembro de 2008

Há dias como o de hoje, em que não sabemos o que dizer, escrever ou sequer pensar...
Hoje não sei mais quem sou!
Queria ter uma razão para continuar mas não a encontro.
É tão giro ouvir contar histórias antigas de amores correspondidos.
Historias de gentes que davam tudo em troca de quase nada, apenas pelo prazer de poder estar ao lado de quem amavam.
Eu gostava de ser assim, acreditar que o amor existe, deixar-me guiar, fazer loucuras...
Fugir, mudar de vida, viver (para variar).

Tenho saudades da criança que acreditava que o mudo era lindo.
Aquela a quem tudo corria bem, que não tinha nada a esconder e que não se importava com o que os outros pensavam.

Saudades da adolescente vestida como uma "pop star".
A que acreditava que um dia ia encontrar o "homem perfeito".´

E se tivesse sido de outra forma?
Eu podia ter crescido a saber que os romances não existiam, mas ninguém me avisou!
Da mesma forma que ninguém me disse que quando crescemos já não podemos cantar na rua...
Nos filmes ninguém os acha loucos por cantar e dançar na rua.

Depois vejo-me rodeada de pensamentos melancólicos. Não existimos nós, (não) existes tu, existo eu...
Aqui, deitada nos meus lençóis de ceda espero que me venhas aconchegar, que me venhas dar um simples beijo de boa noite.
Nem que um ultimo beijo, só um!
Foste embora sem aviso quando [eu] me tinha esquecido de existir.
O que aconteceu aos [nossos] laços?
Gastaram-se!
Gastámos as promessas e os beijos, gastámos até os olhares.
E o que nos restava, o respeito, até esse gastaste.
Adeus.
Não quero mais olhar-te! Não quero nem posso.
Rotina, disseste tu, nem sabes o que somos [nós], afirmaste olhando-me nos olhos.
E eu sem saber o que te dizer pedi "Vai... não fiques mais aqui..."
Hoje digo-te que sabia o que éramos, sabia que te tinha e que me tinhas para sempre se quisesses.
Em vez disso preferiste partir, quebrar a rotina.
Dói tanto quando me dizes que nunca estiveste assim feliz, dói observar de longe como me esqueceste.
Fico longe, não quero que sintas que me fazes mal. Não te quero perder mas não te consigo falar.
Falta-me o ar, faltam-me as palavras, falta-me a força para continuar.
E as lágrimas, quando iram secar?

Ainda assim, o pior são as saudades [de nós] que não quero ter, as mesmas que não consigo evitar e que me corroem como ácido. [Matam-me!]

O teu sorriso, a tua pele, o teu cheiro...

"...Vai... Por favor vai!"

2 comentários:

Kelly disse...

Olá...já pensaste em escrever um livro? Tens muitissimo jeito com as palavras. Lamento saber desta tu triste história e espero que estejas bem.Bjs fica bem

Ela disse...

Bem... nunca mais cá voltei... Ainda bem que gostaste =) Quem sabe um dia não escrevo um livro ;) Muito Obrigada!